Pode parecer um paradoxo, mas acredite: não é! A felicidade é um estado de espírito conquistado ao longo de um processo de aprendizado na construção do ser que implica dor no caminho. E mais: a felicidade não é algo permanente, estático, imóvel. O que significa dizer que ela varia de intensidade, frequência e profundidade a depender de uma série de razões e, dentre elas, a aceitação ou não do sofrimento como uma experiência inerente à condição humana.
Portanto: aceitar o fato de que não estamos imunes ao sofrimento é fundamental para nos tornamos cada vez mais capazes de sermos felizes no real sentido deste conceito: ser feliz é estar preparado para sentir a felicidade plena quando há ausência da dor (ausência de um fato externo e independente a nossa vontade – como a morte de alguém querido, por exemplo) e estar forte e confiante no amanhã quando a dor torna-se presente e for inevitável.
A questão é: quanto mais você se conhece, mais se fortalece e torna-se capacitado a estar feliz. Porque conhecendo-se consegue cada vez mais identificar o que é inevitável, o que está sob sua responsabilidade e o quê e o quanto tem aprendido e está a aprender em todo o processo. Ou seja: ainda que esteja a sentir dor, reconhece que este sentimento está a serviço de lhe fazer mais forte e mais capaz, crescendo incessantemente e, aí sim: tornando-se imune a muitas dores à medida que evolui.
E, ao olhar às experiências a partir deste novo ângulo, dá até pra sorrir em momentos de dor: ela pode simbolizar o prenúncio de uma felicidade vindoura e mais profunda e duradoura.
E, assim, de ciclos em ciclos, vai o ser fortalecendo-se e aumentando sua dose de felicidade, como um tecelão tecendo sua própria manta que o aquece!
E já que é pra se aquecer, por que não com uma trilha sonora com a mesma proposta? Vai lá:
