Vamos começar no amor próprio como ponto inicial e ver no que vai dar: sua melhor versão de si mesmo.
E sabe qual é? A autêntica! Aquela que dispensa cerimônias e encara tudo de frente porque tem pressa de descobrir verdades que só contamos a nós mesmos e que nos libertam.
Dito isso, vamos para a página dois: originalidade; para, então, deixar bem claro que se está diante do espelho da alma (de cara lavada e com coragem) vai despertar para a óbvia realidade de que você é único e que, por isto mesmo, é imprescindível para alguém, indispensável para algum “acontecer” e importantíssimo em determinado lugar. Ou seja: você não pode faltar!
Já pensou nisto? É sério: o autovalor vai além do conceito-clichê do “eu me amo”. É muito mais que isto: é aceitarmos quem somos de verdade para podermos oferecer ao mundo aquilo que só nós podemos dar. Em outras palavras: não desenvolver a autoestima é faltar, não estar integralmente envolvido com algo ou com alguém. E que grande falta é esta, não? Talvez a maior que podemos cometer.
Sob esta ótica, podemos até dizer que se trata de egoísmo! Veja: como eu posso ficar de espectador deste mundo, a observar e receber o que quer que seja, sem oferecer em troca a minha parte mais autêntica: aquela que está à minha espera para ser amada, respeitada e reintegrada a este universo?
Devemos refletir sobre esta verdade, ainda que não estejamos acostumados a ela. (Talvez porque herdamos a visão de algumas religiões de que aquele que tem alta autoestima é o egoísta, é o que pensa somente em si… E que cilada é esta herança! Está mais que hora de repensarmos este paradigma).
Então, que tal dar uma nova espiadinha no espelho para checar se dá pra subir ainda mais esta autoestima? Que bem fará a si mesmo e que presença incrível resplandecerá por todo o cosmos!
Abaixo, como referência para avaliar o autovalor, confira os quatro pilares da autoestima, descritos por Potreck–Rose e G. Jacob:
1. Autoaceitação: ter uma postura positiva consigo mesmo, ter respeito a si próprio e se sentir em casa no próprio corpo;
2. Autoconfiança: ter uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho. Inclui as convicções de saber e conseguir fazer alguma coisa, de fazê-lo bem, de conseguir conquistar metas, de suportar as dificuldades e de poder prescindir de algo;
3. Competência social: é a experiência de ser capaz de fazer contatos. Inclui saber lidar com outras pessoas, sentir-se capaz de lidar com situações difíceis, ter reações flexíveis, conseguir sentir a ressonância social dos próprios atos, saber regular a distância-proximidade com outras pessoas;
4. Rede social: estar ligado em uma rede de relacionamentos positivos. Inclui uma relação satisfatória com o parceiro e com a família, ter amigos, poder contar com eles e estar à disposição, ser importante para outras pessoas.
