Inimigos? Não! Mestres difíceis e necessários

Precisamos ser realistas: o mundo não é cor-de-rosa, nós não estamos sempre rodeados de pessoas com a quais temos afinidades e os acontecimentos não saem exatamente como o esperado – muitas vezes, saem é do nosso controle e nos dão um choque daqueles de gritar pela nossa mãe! E é nessa hora que a gente se dá conta que neste jogo da vida não conhecemos todos os dados e muito menos as armas, a força e as estratégias de todos os jogadores e, o que é mais duro de encarar, mas é um fato: estamos sozinhos. Ok: podemos contar com a ajuda dos universitários, como parentes, amigos ou alguém que nos dê um empurrão para o próximo passo, mas é certo que somos os senhores do nosso destino, o guerreiro que vai dar aquele golpe certeiro com sua espada frente ao novo desafio. Se acertamos, beleza: “olha só até onde cheguei”! Mas, eis que num belo dia, numa tacada decisiva, nos deparamos com amigos que falham, parentes que faltam no instante mais urgente, companheiros que derrapam na palavra lealdade, colegas de trabalho sem coleguismos, profissionais mal informados ou mal-intencionados e todo tipo de decepções causadas por falha humana. E, infelizmente, um simples “desculpe a nossa falha” não vai recuperar exatamente aquela oportunidade ou nos trazer de volta a tal tacada decisiva e muito menos curar de imediato a ferida aberta pela decepção. Ou seja: sentimo-nos traídos e em grande parte das vezes colocamos os protagonistas da tal falha humana no rol de inimigos. E é aí que está o maior perigo: ao fazermos isto, deixamos de aprender com a experiência – à primeira vista, malsucedida – para ficarmos lambendo a própria ferida, enquanto responsabilizamos os ditos protagonistas por tudo; pois, afinal: são inimigos! (Fácil, né? Mas nada sensato, viu?!). Nestes momentos, por que não partirmos do princípio de que não estamos diante de um novo problema e sim de uma nova equação a ser resolvida? E por que não também ressignificarmos estas pessoas que nos causaram dores ou perdas, ao trocarmos o conceito de inimigo por “mestre difícil, mas necessário”? Fazendo assim, não parece ser um cenário menos desolador e até inspirador? Veja, estaremos colocando as coisas num novo patamar e muito mais leve; algo como: “eu errei esta equação, mas poderei resolver a próxima porque meu último mestre me ensinou a não falhar mais diante deste obstáculo”. E aí? Não fica até divertido?! Leve isto em consideração e teste. É bem possível que você até sinta gratidão pelo que passou e pelas pessoas que cometeram a falta, de forma consciente ou não. E, se isto acontecer, ah… se isto acontecer, você terá se superado e sentirá o gosto bom das vitórias. Porque, afinal, vencer a si mesmo é a maior delas! Para completar, guerreiro do bem, fique avisado que estes últimos mestres difíceis que passaram por sua vida seguirão seu próprio caminho. Mas, não se preocupe: a vida, sábia que é, lhe trará novos mestres, mais difíceis e imprescindíveis do que nunca. E você tirará de letra, não é? Prosseguindo sempre em sua meta de evoluir, evoluir e evoluir :-).

2 comentários Adicione o seu

  1. Avatar de ANGELA IZABEL DE BARROS BONINI ANGELA IZABEL DE BARROS BONINI disse:

    Achei sensacional este post, é assim mesmo nesta vida, aprender a aprender a também se conhecer.
    Compartilhei, porque gostei.

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    1. É isto mesmo: ao adotarmos esta visão, passamos a ter o propósito da conquista da felicidade diariamente. Afinal, a vida é feita de ciclos e devemos remar e remar a favor da maré positiva. Gratidão por compartilhar, Ângela!

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